Selecção Natural:

Uma espécie que vive num ambiente mutável, é gradualmente transformada de modo a adaptar-se melhor às novas condições ambientais.
O mecanismo é simples: os indivíduos que possuem caracteres mais favoráveis, têm maiores probabilidades, em relação aos indivíduos que os não possuem, de sobreviver e de os transmitir aos seus filhos.
Se o ambiente for relativamente constante, são normalmente favorecidos os organismos com caracteres médios, sendo eliminados aqueles que se desviam demasiado das características médias. Em contrapartida, quando as condições ambientais variam rapidamente, são normalmente seleccionadas as características extremas, que aparecem casualmente na população graças à grande recombinação genética produzida pela reprodução sexual.

Parentesco muito chegado:

O homem e o chimpanzé têm uma relação de parentesco mais próxima do que se pensava:
A diferença entre os códigos genéticos do homem e do chimpanzé é apenas de 1,24 por cento, relativamente aos gorilas de 1,62 por cento e para os orangotangos de 1,63 por cento.

No processo evolutivo, os orangotangos foram os primeiros a separar-se, há 12 a 16 milhões de anos, seguindo-se os gorilas, entre 6,2 e 8,4 milhões de anos atrás, ao passo que homens e chimpanzés começaram a seguir caminhos divergentes há 4,6 a 6,2 milhões de anos.

Previsões evolutivas de outros séculos:

De facto, o futuro mostraria a inúmeros entusiastas de Darwin (que acreditavam numa evolução linear e inevitavelmente positiva) que eles estariam errados. A evolução é muito mais complexa, cheia de idas e vindas, e nem sempre gera resultados positivos.

No fim do século XIX, não eram poucos os optimistas incontidos, que acreditavam piamente que a Humanidade também evoluía em direção a um futuro brilhante.

Entretanto, os horrores do século XX e a possibilidade concreta de aniquilação da espécie humana não confirmaram essas previsões, e na virada para o século XXI eram poucos os que pensavam como os homens e as mulheres de cem anos antes.

Neanthertal: Será este o futuro perdido no passado?

Ao longo de milhares de anos o volume craniano humano tem vindo a aumentar de modo a suportar o também crescente cérebro. Ao analisar-se a evolução humana é inevitável relacionar inteligência com tamanho do cérebro.
Pode-se retirar a conclusão de que se torna numa espécie de ciclo: novas tarefas estimulam o cérebro e permitem a sua evolução, enquanto que um cérebro melhor estimulado e consequentemente desenvolvido permite a realização de novas tarefas.
O crânio do Australopithecus Aferensis possuía um volume aproximado de 400 cc, o Homo Habilis rondava os 750 cc, o Homo Erectus rondava 1100-1200 cc.

Por este ponto de vista evolutivo o nosso mais famoso relativo ja extinto o Neanthertal poderia ser o nosso sucessor em termos de capacidade cerebral uma vez que os seus 1500 cc são superiores aos nossos actuais 1400 cc. Mas no entanto estes possuiam uma massa corporal muito maior, sendo superiores em termos de robustez e constituição óssea. Sendo assim menor a relação entre massa corporal e massa encefélica, o que leva muitos investigadores a ignorar essa maior capacidade cerebral.

Resultado de sucessivas batalhas pela sobrevivência:

“Será por isso surpreendente notar que o nosso sucesso se deve a uma série de quase falhanços dignos de um filme de suspense”.
  • Fomos grandes primatas, um grupo que há cerca de 15 M.a. quase se extinguiu em competição com os macacos; mas fomos mais fortes.
  • Fomos primatas, um grupo de mamíferos que há cerca de 45 M.a. quase se extinguiu em competição com os roedores; fomos mais fortes.

Isto e muito mais competiçoes que por grande sorte ainda cá estamos hoje para as contar.

O homem do futuro:

Dentro de 100 mil anos a raça humana poderá dividir-se em duas sub-espécies: uma classe superior com os descendentes a chegar aos 120 anos, a medir em média 2 metros de altura e a apresentar uma tez castanha e outra de classe genética baixa cujos membros serão atarracados, feios e pouco inteligentes, criaturas tipo goblins.

Fixismo:

Até meados do século XIX a diversidade do mundo vivo era explicado de acordo com uma concepção resultante da interpretação dos textos bíblicos. Segundo esta interpretação, os seres vivos são o resultado de um acto divino, mantendo-se as diferentes espécies inalteradas ao longo do tempo desde o momento da sua criação. Esta explicação, considera a Natureza como um sistema ordenado, estável, onde cada forma viva, é criada para uma determinada finalidade e encontra-se perfeitamente adaptada.

Recolecção:

"A actividade recolectora tornou o Homem num ser nómada. O nomadismo era motivado pela necessidade das populações de se descolarem permanentemente na procura constante de alimentos, acompanhando muitas vezes as movimentações dos próprios animais que pretendiam caçar, na procura de locais onde existissem frutos ou plantas a recolher ou pela necessidade de se defender das condições climáticas ou dos predadores."

Este artigo encontra-se incompleto para ver o artigo completo visite o site.(Ver artigo completo)

A maior exposição sobre Darwin (Lisboa):

Os 200 anos sobre o nascimento de Charles Darwin e os 150 da publicação da sua teoria sobre a evolução das espécies, vão ser celebrados pela Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, com a maior exposição do mundo sobre o tema.


Charles Darwin, o homem que defendeu a adaptação das espécies ao meio e escreveu a «Origem das espécies», obra que expõe a teoria da selecção natural.Darwin acreditava na unidade da espécie humana, apesar de todas as suas variações: acreditava na unidade de todas as espécies, que teriam evoluido transformando-se a partir de um antepassado comum.


A exposição abriu ao publico, dia 13 de Fevereiro e fica até ao final de Maio para ser visitada de terça a domingo, entre as 10 e as 18 horas. Ficam aqui algumas imagens:

O Evolucionismo:

"Desde que o naturalista inglês Charles Darwin propôs, em 1860, a famosa teoria da selecção natural, não restam dúvidas (pelo menos para a comunidade científica) de que a espécie humana moderna, o Homo sapiens sapiens, evoluiu continuamente a partir de outras espécies (...)

(...)invadiram todos os cantos da Terra, mesmo os mais distantes e inóspitos, desenvolveram as representações simbólicas, (...) as armas de guerra, a medicina, a domesticação de animais, a agricultura, e as crenças espirituais (...) Todas essas características e "invenções" eram unicamente culturais e transmissíveis entre seres humanos através da aprendizagem, e são únicas entre as espécies animais, inclusive outros primatas."

Este artigo encontra-se incompleto: ver artigo completo